Sabia que o governo poderá colocar um chip no seu carro a partir de 2011?

Pergunto: quem é que vai pagar por isso? Além de todos os impostos que pagamos, com certeza teremos que pagar por esse chip também. Esses dias fui fazer a vistoria da motoca para transferir para meu nome e o CIRETRAN não faz mais esse serviço, agora é terceirizado. R$ 50,00 para bater uma fotos, tirar o decalque do chassis e imprimir um relatório. Um trampo que não demorou 20 minutos para ser feito.

Estamos fudidos ferrados.

Texto transcrito do Blog Infowester.

 

Você certamente já viu algum filme sugerindo que nós teremos um chip implantado debaixo da pele em um futuro talvez não muito distante. Enquanto isso não acontece, pelo menos o seu carro poderá experimentar essa “sensação”: a partir de 2011, o governo brasileiro implantará chips em carros, motos, caminhões e ônibus de todo o país.

Chamado de SINIAV (Sistema Nacional de Identificação Automática de Veículos), esse sistema permitirá o armazenamento de vários dados do veículo dentro do chip, como placa, número do chassi, multas associadas, impostos atrasados, entre outros.

Na verdade, o tal do chip será obrigatório mesmo a partir de 2014. No entanto, estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Santa Catarina já poderão contar com a novidade no próximo ano. O rastreamento dos veículos será possível graças à instalação de antenas em estradas, cruzamentos e até mesmo em viaturas da polícia.

Com o SINIAV, as autoridades terão, pelo menos teoricamente, mais facilidade para localizar veículos roubados ou clonados, por exemplo. Mas também terão mais facilidade para encontrar carros em situação irregular. Em São Paulo, por exemplo, identificar automóveis que estão descumprindo o rodízio veicular será moleza!

Uma das tecnologias por trás do SINIAV é o RFID (Radio-Frequency IDentification), um sistema onde uma pequena etiqueta com um chip é colocada no objeto para que este possa ser rastreado por sinal de rádio. Não é novidade o uso dessa tecnologia no trânsito: sistemas do tipo “Sem Parar” ou “Via Fácil”, que permitem que o veículo passe direto por postos de pedágio, fazem uso dela.

Infelizmente, o Departamento Nacional de Trânsito (DENATRAN) ainda não fornece em seu site informações básicas sobre o SINIAV para a população em geral. Ao menos consegui encontrar  uma apresentação de slides com várias informações técnicas sobre o sistema. Para quem tiver interesse, o link é www.abcr.org.br/download/SINIAV.pdf.

Referência: Folha de São Paulo.

Emerson Alecrim

 

2 Comentários (+adicionar seu?)

  1. Edug
    fev 06, 2011 @ 23:04:27

    Um absurdo! Não existe apenas o risco de violação do sigilo e uso dessas informações por criminosos.
    O problema é a violação de um direito fundamental: o direito à individualidade. Não existe individualidade sem liberdade. O Estado não pode estar acima do indivíduo e vigiá-lo. Nenhuma pessoa (física ou jurídica) pode ter o direito de alienar nossa liberdade, nosso direito de escolha entre o certo ou o errado, entre pagar ou deixar de pagar um imposto, entre ultrapassar ou respeitar a velocidade regulamentar, etc. Esse tipo de controle do indivídulo, castra a própria humanidade, que é feita de escolha, de erros, acertos e aprendizado. Se alguém erra, deve pagar, mas deve ter o direito de errar. Do contrário, seremos apenas robôs teleguiados. É difícil alguém entender isso???

    Responder

    • Fábio Sardinha
      jan 12, 2012 @ 10:23:34

      O que vai acontecer é que:
      Com o controle do veículo, quando o carro passar em uma blitz, automaticamente ele entrará no sistema, desta forma o policial não poderá extorqui o motorista.
      Da mesma forma, o veículo só será parado se o sistema identificar alguma irregularidade.
      Quando o veículo for roubado, você ligará para a policia e informará o seu SINIAV, e quando o veículo passar por uma antena ou blitz será recuperado.
      Nenhuma empresa terá acesso as informações do motorista, caso este venha a utilizar o serviço de passagem automática de pedágios, será necessário uma aprovação do motorista para que esta empresa use o número do SINIAV para fazer a associação a antena, porem, de hipótese alguma será permitido que a empresa tenha acesso as informações de onde o veículo passou.

      Responder

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