Fui ao banco com minha esposa hoje a noite. Entramos juntos para sacar um dinheiro no caixa eletrônico (se é de noite né.. dãããã). Olhamos para o caixa e vimos uma carteira sobre ele. E estava estufada, com um tufo de notas aparecendo, um belo convite para aprontar uma canalhice com o dono da carteira.
Olhamos um para o outro e a primeira reação de ambos: o que vamos fazer para devolver essa carteira para o dono do jeito que está? Mesmo não sendo do nosso feitio, abrimos e olhamos os documentos para ver se era de algum conhecido. Não. Tinha uma carteirinha de associado do clube da cidade. Fomos até lá para verificar se eles poderiam olhar no cadastro e nos fornecer um telefone. Secretaria fechada. Porém, descobrimos 2 telefones e felizmente um deles era o celular do rapaz, bem jovem. Liguei para ele e informei o ocorrido. Ele nem tinha percebido (ainda) que havia esquecido a carteira no banco. Marcamos o encontro em frente ao clube mesmo. A expressão de gratidão e alívio de entregarmos a carteira intacta não tem como descrever com simples palavras.
Pois é. Num país onde a “Lei de Gérson” impera, me sinto com uma exceção. Fico feliz com meu ato, onde meu caráter parece ter sido colocado à prova e eu mostrei que ele está lá, firme e intacto. Mas fico triste por me sentir exceção, onde esse ato deveria ser uma regra seguida por todos.
Não sei se Eu sou um ser humano tão nobre e honesto, confesso que ao ler minha primeira reação foi “Putz…” mas depois pensando, creio que você e a Re tomaram a atitude certa. Rezo pra que Eu um dia se estiver na mesma situação possa vir a ser tão nobre quanto vocês… É nessas horas que me da orgulho de ser seu amigo!
Pow Junior. Você poderia pelo menos ter separado uma quatia pra pegarmos aquele sushi que há tempos está pra rolar e até agora nada… haeheahaehae
Brincadeiras a parte, parabéns pela atitude de vocês. Grande exemplo a ser seguido e parafraseando o Cadu, é nessas horas que nos dá orgulho de ter amigos assim!